Quem aí ficou de cara ao ver o Mengão na lanterna do Cariocão logo nas primeiras rodadas, ainda mais com o quarteto de gigantes – Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo – sem nenhuma vitória no bolso? Relaxa, flamenguista, essa história não é exatamente novidade não. Aqui no Rio, no equilíbrio malandro e imprevisível do nosso estadual, essas fases iniciais meio estranhas já aconteceram, e o Rubro-Negro sempre soube dar a volta por cima.
O fenômeno do “quarteto sem vitória” no Cariocão
É curioso como, logo no começo do Carioca, aquelas quatro feras tradicionais acabam tropeçando junto. Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo começam a temporada como se estivessem na fase de experimento, e não no campeonato que o torcedor aguarda ansiosamente a cada ano. Por que isso acontece? A resposta é mais estratégica do que dramática. O Cariocão, no calendário afunilado do futebol brasileiro, muitas vezes vira pré-temporada disfarçada, com os times grandes testando peças, dando rodagem à garotada da base ou descansando titulares para as batalhas maiores que vêm pela frente – Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil.
Esse quarteto na seca de vitória no começo é sinal, na verdade, de equilíbrio e paciência. Um jogo para ajeitar a casa, ajustar as engrenagens, e manter o foco que importa também fora do Rio. Não é porque o Mengão apareceu ali na lanterna que o bicho vai pegar de vez. Na real, a história dos estaduais mostra que é normal esse tipo de oscilação. Ou seja: o quadro inicial nem sempre é o retrato fiel do que o Flamengo vai mostrar na reta final.
Flamengo lanterna: choque momentâneo, não crise
Ver o Flamengo de vermelho e preto inaugurando o campeonato na lanterna canta um alarme nos corações da Nação, mas é bom segurar a empolgação, pro bem da resenha com a galera. Claro que ninguém quer ver o maior campeão do Carioca em situação tão incômoda – e fica aquela vontade louca de queimar o filme do time – mas, na boa, já aprendemos com as temporadas passadas que isso não quer dizer desastre nenhum.
Tem muito jogo para virar esse cenário – e virar, o Flamengo vira! O time costuma optar por bancar testes no início, poupar os craques, preparar a máquina para os jogos que realmente vão pesar no peso da camisa. Essa tática pode custar uns pontos e colocar o time na parte preta da tabela por algumas rodadas, sem jamais significar que o Mengão perdeu a mão. Pelo contrário: a força do elenco principal, a confiança de quem veste a camisa e a experiência do clube em superar essas fases fazem da lanterna um perrengue passageiro.
Relembrando episódios que sustentam a tese
Não tem como negar: Flamengo já passou por situações parecidas. Embora os arquivos não estejam abertos para todos os detalhes aqui, o histórico do Campeonato Carioca é pródigo em mostrar que nada disso é nenhum bicho de sete cabeças no Maracanã. Com elencos recheados de jovens e reservas, com uma pré-temporada ainda em construção, e a cabeça em competições maiores, o Mengão já iniciou a luta por vários estaduais patinando no fundo da tabela para depois acelerar e esmagar geral.
Essa movimentação do quarteto grande sem vitórias no começo, com o Flamengo na lanterna, é quase uma tradição carioca moderna, um roteiro que o torcedor familiarizado reconhece e já sabe: é a calmaria que anuncia a tempestade – e a tempestade, meus amigos, é rubro-negra e cheia de títulos.
Conclusão: calma, Nação! O Cariocão é só o começo
Então, na boa, se você viu o Flamengo no fundão da tabela e pensou “opa, é o fim?” dá aquela tranquilizada e bota fé no Mengão. Aqui não tem pânico, tem história, tem experiência e, acima de tudo, tem essa paixão absurda que só a Nação Rubro-Negra sabe ter. O cariocão começa a esquentar de verdade quando os jogos pesam, e aí não tem quarteto unido em seca que resista à força do Flamengo. Fica com a gente, porque essa fase é só mais uma das muitas que a gente superou – e daquela raça da Gávea que nunca deixa o time na mão.
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