Filipe Luís já deixou o campo e começou a dar as primeiras ordens no banco de reservas. No Mengão, o ídolo, que conquistou Libertadores e Brasileiros vestindo nosso manto, entrou de cabeça na missão de virar técnico, comandando o time Sub-17 do Flamengo. Mas o que isso tem a ver com José Mourinho? Muito! Afinal, Filipe é parte de um grupo seleto de ex-jogadores que aprenderam com o “Special One” e resolveram se aventurar na beira do campo. A cena rubro-negra agora vibra com essa nova fase, na expectativa de ver se o DNA vencedor e a disciplina tática do Mestre português vão brotar no Briosa.
Filipe Luís: o lateral que troca a luva pelo apito
Quem conhece o Filipe sabe que ele sempre teve um olhar além das quatro linhas. Além de raça, velocidade e técnica, seu diferencial sempre foi a cabeça: um verdadeiro “treinador em campo”. Após encerrar a carreira em 2023, nosso ex-lateral não quis saber de descanso e logo assumiu o comando do Sub-17 do Flamengo, aquele mesmo time que forma futuros campeões e sonha com o profissional. Filipe já tem a Licença B da UEFA — que permite o trabalho nas categorias de base e times amadores — e carrega a bagagem de quem brilhou muito na Europa (Atlético de Madrid, Chelsea) e na era vitoriosa do nosso Mengão, com duas Libertadores (2019 e 2022) e dois Brasileiros (2019 e 2020).
Essa combinação de experiência e cérebro é ouro para a Nação, que sabe da responsabilidade de formar não só craques, mas gente que entende o jogo no nível tático e mental. A galera já fica ligada para ver se o Filipe Luís vai usar o modelo caro de Mourinho, que sempre foi mestre em estratégias e liderança, para fazer essa molecada voar.
O legado de Mourinho: mais que treinador, uma “universidade” de futebol
José Mourinho é mais do que um técnico – é uma escola que deixou um bocado de discípulos por onde passou. Sua fama de “Special One” vem do padrão de disciplina tática, mentalidade vencedora e atenção a detalhes mínimos que fazem a diferença nas pranchetas dos jogos. Não é de se estranhar que muitos de seus jogadores, após se aposentarem, tenham decidido virar técnicos e absorveram parte dessa escola.
Além do Filipe Luís, tivemos grandes nomes que passaram pelo crivo do Mourinho e hoje comandam times pelo mundo, cada um do seu jeito, mas carregando aquele espírito de liderança, estudo e garra que o Special One impõe.
Outros discípulos que viraram treinadores
- Frank Lampard: O maior artilheiro da história do Chelsea, meio-campista vencedor sob Mourinho, virou técnico. Passou pelo Derby County, Chelsea (duas vezes) e Everton. Sua jornada foi cheia de desafios, investindo forte na garotada — mas ainda busca engrenar como técnico de ponta.
- Xabi Alonso: Esse volante espanhol é exemplo para Filipe Luís. Comandou o Bayer Leverkusen desde 2022 e fez história, conquistando a Bundesliga invicta, um feito inédito para o time alemão. Sua inteligência tática é o que chama atenção, tema caro também para Mourinho.
- John Terry, Michael Essien, Ricardo Carvalho, Thiago Motta e Esteban Cambiasso são outros jogadores que absorveram a chamada “universidade Mourinho” e agora exploram o trabalho de treinador com a mesma seriedade com que guerreavam em campo.
O “DNA Mourinho” que Filipe Luís pode carregar no Mengão
O que faz o grupo dos discípulos de Mourinho serem especiais? Quatro cartas na manga:
- Tática afiada: Eles aprenderam que vencer é questão de organização e estratégia, estudando o adversário até o último detalhe.
- Liderança de vestiário: Além do jogo, Mourinho ensinou que é preciso ser líder e saber manejar egos para unir os jogadores.
- Mentalidade vencedora: Não é só futebol, é obsessão por vencer, ser o melhor e não aceitar nada menos do que o topo.
- Olho clínico para detalhes: Do posicionamento à bola parada, tudo conta. Pequenos ajustes que podem fazer a diferença na decisão.
Se o Filipe Luís conseguir encaixar esses pontos nas categorias de base aqui do Fla, justificará título de discípulo sério. E claro que a Nação fica de olho, porque se algo o Mengão gosta é de ver um ídolo vestir a camisa de técnico e manter o fogo sagrado vivo.
Flamengo e a nova geração de treinadores moldados à moda do Special One
No mundo inteiro, a galera fala que Mourinho deixou mais do que um legado de títulos, deixou uma vasta rede de comandantes que carregam seu estilo. Para a gente, flamenguistas, é um luxo ter um ídolo daqui, feito e criado no rubro-negro, assumindo essa missão.
Ver o Filipe Luís começar sua jornada no Sub-17 é mais do que um passo para ele, é para a Nação. O Mengão sempre foi celeiro de craques de bola e agora quer virar referência também em treinadores que entendem da parada.
E o futuro?
Filipe ainda está no começo, mas o empenho já é visível. No Flamengo, onde a pressão é gigante e o sonho é campeão sempre, um ex-jogador com a cabeça de técnico e o DNA do Mourinho pode só trazer coisa boa.
O futuro pode reservar um Special One brasileiro, rubro-negro, que vai brilhar nas beiradas dos campos mundo afora – e aqui no nosso Maraca, com o manto vermelho e preto no peito.
A transição de Filipe Luís de jogador para técnico já mostra que o Mengão caminha firme não só na construção de times campeões, mas na formação de treinadores com DNA vencedor. Ele é mais um nome na lista dos discípulos de Mourinho, e isso só enche a Nação de orgulho e esperança. Afinal, no Flamengo, formar campeões é tradição e o futuro já está sendo preparado com raça, inteligência e aquele tempero especial do nosso jeito carioca de ser.

