Quem é flamenguista sabe que a estreia de um jovem talento no profissional do Mengão sempre mexe com o coração da Nação. Foi assim para Lucas Paquetá, uma das maiores revelações das categorias de base rubro-negras, que viveu um misto de emoções na sua primeira partida oficial pelo time principal. A estreia aconteceu na final do Campeonato Carioca de 2016, no dia 8 de maio, contra o rival Vasco da Gama, e infelizmente terminou com aquele gostinho amargo de vice-campeonato.
Naquele jogo decisivo, que terminou empatado em 1 a 1, Lucas Paquetá entrou no segundo tempo para reforçar a equipe, substituindo o atacante Jorge. Mesmo com sua atuação limitada a cerca de 20 minutos, a pressão do momento e o peso da camisa pesaram, já que o Mengão tinha perdido o jogo de ida por 1 a 0. O Vasco ficou com o título, deixando Paquetá e o time rubro-negro aquele sentimento de “quase lá”, que a gente carioca sabe bem como é. O próprio Lucas não escondeu a frustração após a partida, mas mostrou toda sua maturidade ao falar sobre a experiência:
É ruim estrear com um vice-campeonato, mas é uma experiência. Tenho que levantar a cabeça, trabalhar e dar o meu melhor para ajudar o Flamengo a conquistar títulos.
A Estreia Marcada Pelo Vice
A estreia que mostrou a promessa do Mengão
A verdade é que, apesar da decepção do resultado, aquela entrada em campo foi um rito de passagem para Paquetá dentro do Flamengo. A comissão técnica já mostrava confiança no talento do garoto, e a torcida afiada logo percebeu que estava diante de uma joia rara da nossa base rubro-negra. Lucas já mostrava sua técnica apurada, visão de jogo e versatilidade no meio-campo, características que mais tarde fariam dele um dos principais nomes do clube e abririam as portas para voos internacionais.
Nesse momento, Paquetá não era só um jogador; era a esperança da Nação que acertava na formação de um atleta que carregava nossa malandragem carioca junto com muita determinação. O vice-campeonato foi um tapa na cara, sim, mas também um aprendizado para o jogador e para todos nós que acompanhamos sua trajetória desde o começo. A partida contra o Vasco ficou marcada menos pelo placar final e mais pela promessa do que aquele garoto poderia alcançar vestindo o Manto Sagrado.
O caminho do craque: de joia da base a referência internacional
Paquetá nasceu no Rio de Janeiro em 1997 e chegou ao Flamengo com apenas 8 anos. Lá, o Flamengo moldou não só o atleta, mas também o espírito vencedor do jogador. Depois de se firmar no time principal, Lucas foi negociado com o Milan, da Itália, em 2019, numa transferência que mostrou o reconhecimento mundial ao seu talento. Passagens por Lyon e atualmente pelo West Ham, além das convocações para a Seleção Brasileira, comprovam a qualidade e a resiliência do nosso cria.
A estreia amarga no Carioca de 2016 não foi obstáculo para Paquetá; ao contrário, serviu de combustível para que ele continuasse evoluindo, sempre com aquele brilho no olhar que o torcedor do Flamengo reconhece: o desejo intenso de ganhar e honrar essa camisa pesada. Se olharmos agora, fica claro que o Mengão não apenas criou um jogador – criou um ícone que sabe o valor de cada batalha e que, mesmo começando com um vice, nunca desistiu de buscar a vitória.
Conclusão
A estreia de Lucas Paquetá no Flamengo, embora marcada pelo vice-campeonato no Carioca de 2016 contra o Vasco, foi o primeiro capítulo de uma história cheia de superação, talento e conquistas. Para a nossa Nação, aquela derrota foi só um detalhe diante do que veio depois: um jogador que carrega o espírito vermelho e preto pelo Brasil e pelo mundo. O Paquetá que conhecemos hoje aprendeu desde cedo que vestir o Manto Sagrado é uma responsabilidade monstruosa — e ele honra isso todos os dias, seja no Maracanã lotado ou nos gramados da Europa. Quem viu aquela estreia sabe: ali nascia um filho legítimo do Flamengo, pronto para brilhar e dar muitas alegrias para a gente.

