Quando o assunto é Renato Gaúcho, a conversa nunca é simples — ele mexe com paixões, provoca polêmicas e, claro, tem um histórico cheio de títulos. Agora, com o Vasco de olho no treinador, fica a pergunta: será que o perfil dele encaixa com o desafio cruzmaltino? Pra entender esta história, a gente traz um balanço dos últimos trabalhos do Renato, mostrando os altos e baixos, as conquistas e as conturbações com os clubes por onde passou. E, claro, aqui no Canal Mengão, a gente não perde a chance de lembrar o que o Mengão viveu com ele – e que essa camisa rubro-negra é um bicho diferente.
Renato Gaúcho: Muitos títulos, mas também polêmicas e desgaste
Renato Portaluppi, ou Renato Gaúcho, é um nome que carrega peso dentro do futebol brasileiro. Treinador com DNA vencedor, principalmente no Grêmio, ele coleciona títulos importantes, mas também não escapou das críticas — principalmente pela forma de trabalho e pela relação com o elenco e a torcida. E é justamente isso que define os últimos anos dele no comando dos times.
O gigante Grêmio e o auge de Renato (2016-2021)
A terceira passagem do Renato no Grêmio fica na história do clube como um período de ouro. Títulos como a Copa do Brasil de 2016 e, o mais cobiçado de todos, a Copa Libertadores da América de 2017 mostraram que Renato tinha uma fórmula vencedora. Além disso, garantiu um tricampeonato no Campeonato Gaúcho (2018, 2019 e 2020) e faturou a Recopa Sul-Americana de 2018, dando uma consistente resposta no cenário estadual e internacional.
Mas, nem tudo foi festa. O estilo direto do Renato, que prioriza o gerenciamento humano, deixando os treinos técnicos um pouco de lado, causava um racha. Enquanto jogadores ficavam alinhados com ele, parte da imprensa e torcida pediu um futebol mais vistoso e menos pragmático. O desgaste chegou de vez em 2021, com uma sequência ruim de resultados, especialmente a eliminação precoce na pré-Libertadores, que culminou na sua saída do Grêmio.
Renato no Flamengo: curto, intenso e conturbado
No Flamengo, Renato chegou em julho de 2021 com aquela expectativa gigante que só o Mengão traz. O início? Promissor, com gols, ótima presença ofensiva e o time sonhando alto. No entanto, quando a temporada foi para a reta final, a emoção deu lugar à pressão. O Flamengo não levou a Copa do Brasil, ficou para trás no Brasileiro e, mais doloroso, perdeu a final da Libertadores para o Palmeiras na prorrogação — um banho de água fria dado pela falha individual que refletiu na equipe.
Renato foi bastante questionado por suas escolhas táticas e pela incapacidade de frear o desgaste emocional no time, que sentiu o baque da consagração frustrada. A paixão da torcida, que no início era de festa, virou cobrança pesada e, inevitavelmente, levou a uma saída prematura. Nada que surpreenda quem conhece a pressão do Maracanã lotado e a exigência do Manto Sagrado. Leia mais aqui
O retorno ao Grêmio e o desafio da renovação (2022-presente)
Depois do Flamengo, Renato voltou ao Grêmio com uma missão clara: recolocar o tricolor gaúcho na Série A e estabilizar o clube no cenário nacional. Missão cumprida com êxito, já que o time retornou com força total, terminando o Brasileirão de 2023 em segundo lugar, surpreendendo adversários. Ele ainda levou mais um Campeonato Gaúcho e a Recopa Gaúcha para casa, mostrando que, apesar do desgaste natural do tempo, o técnico ainda sabe o que faz dentro da bola.
Por outro lado, essa relação longa traz também a tradicional dúvida da renovação a cada temporada. Renato atrai propostas e busca novos desafios, enquanto o Grêmio deseja manter o homem que conquistou tantos títulos para o vestiário.
E o Vasco, onde entra nisso tudo?
A possibilidade de Renato assumir o Vasco é uma faca de dois gumes. Por um lado, o clube ganha um treinador experiente, vencedor e com capacidade de engajar o elenco como poucos. Por outro, sabe-se das polêmicas e do desgaste que seu perfil de trabalho pode causar em longo prazo. Para um clube que vive momentos de reconstrução, Renato pode ser a mão firme que falta — ou uma aposta alta em uma relação que precisa ser muito bem calibrada, especialmente para se evitar crises.
No fim das contas, a passagem mais recente do treinador traz uma luz sobre o tipo de profissional que ele é: alguém que mergulha de cabeça, que sabe ganhar títulos, mas que precisa de apoio e equilíbrio para lidar com o peso de trabalhar sob pressão– e ninguém sabe melhor do que a Nação Rubro-Negra o que isso significa.
Conclusão
Renato Gaúcho coleciona conquistas, histórias e uma bagagem que poucos técnicos brasileiros têm. No Flamengo, apesar do curto período, mostrou como é lidar com o gigante da Gávea sob pressão, enfrentando críticas e desafios sem perder a personalidade. Para o Vasco, a chegada dele pode significar um salto de qualidade, mas também exige paciência e estrutura, afinal, treinador bom não falta no Brasil, mas treinador que aguenta o fogo cruzado do Maracanã, só quem veste vermelho e preto entende. E é essa a verdade que o Canal Mengão sempre vai lembrar com muita malandragem e paixão.

