Você sabia que o primeiro técnico português a comandar o Flamengo chegou ao clube de um jeito totalmente inusitado? Pois é, seu nome é Ernesto Santos, e a história dele tem aquele tempero que só o futebol carioca dos anos 1930 poderia proporcionar: contratado inicialmente pelo Fluminense após responder a um anúncio em um jornal lá de Lisboa, o português acabou num giro que terminou no Mengão, mudando para sempre o perfil dos treinadores rubro-negros.
Ernesto Santos desembarcou no Brasil na década de 1930, quando o futebol profissional ainda engatinhava por aqui, e as contratações internacionais eram verdadeiros desafios logísticos e culturais. O Fluminense tinha aberto uma vaga para preparador físico e técnico e lançou um anúncio em Lisboa, buscando inovação e experiência europeia — coisa que naquela época parecia futurista pra caramba. O português respondeu, acertou com o Flu, mas a parada não durou muito e ele acabou sendo contratado pelo Flamengo, iniciando ali uma relação que seria símbolo de pioneirismo: ele foi o primeiro treinador lusitano da nossa história.
Da resposta no jornal até a chegada ao Mengão: um percurso improvável
A história da contratação de Ernesto Santos tem até aquela pitada de novela das 8: você imagina que ele foi contratado pelo Fluminense, o arquirrival do Mengão, lá por 1933, só que depois a vida deu uma guinada e lá estava ele vestindo vermelho e preto. O que parecia um simples recrutamento via anúncio virou um marco porque abriu portas para a invasão de técnicos portugueses que a gente conheceu mais tarde, principalmente no século XXI.
É interessante pensar que, naquela época, não existia aquela estrutura gigantesca de scouting, análise de vídeo, agentes ou redes sociais. Um anúncio no jornal em Lisboa? Parece estranho hoje, mas foi assim! E o Flamengo teve a sorte (ou malandragem) de arrematar um técnico que sabia o que estava fazendo, mesmo que os títulos não tenham enchido a prateleira nesse período. Santos trouxe métodos, disciplina e, sem querer, começou uma tradição de portugueses no comando rubro-negro. Se hoje o Mengão manda muito bem com técnicos como Jorge Jesus, tudo começou com esse pioneiro.
Ernesto Santos: mais que um nome na história, o pioneiro que abriu caminho
Antes de pisar em terras cariocas, Ernesto já tinha alguma experiência na função de técnico e preparador físico em Portugal. Ele acumulava funções, típico daquela época em que o “profissa” fazia de tudo um pouco. Essa versatilidade foi fundamental para sua adaptação no Brasil. Fluminense, rival do Flamengo, apostou no europeu para modernizar o futebol lá dentro, mas quem acabou colhendo os frutos dessa ousadia foi o nosso Mengão.
Mesmo que Santos não tenha conquistado os grandes títulos do Flamengo, seu legado é inegável porque ele plantou uma semente. Depois dele, vários treinadores lusitanos passaram por aqui, mas é impossível não destacar Jorge Jesus em 2019, o técnico que levou o Flamengo para uma das eras mais gloriosas da história do clube. Ou seja: o pioneirismo de Ernesto Santos tem um elo direto com essa fase vitoriosa que a Nação Rubro-Negra sabe bem o que é.
Flamengo, portugueses e a evolução das contratações no futebol
Comparar a contratação de Ernesto Santos em 1933 com a de Jorge Jesus quase 90 anos depois é como viajar no tempo do futebol. Lá atrás, tudo era aposta e sorte com um anúncio no jornal; hoje, é análise do mercado, do desempenho e do estilo de jogo alinhado com a filosofia do Mengão. Mas a essência é a mesma: trazer gente que entende de bola, que tem coragem de inovar e que chega com vontade de fazer história.
Santos simboliza esse elo entre o Flamengo carioca das primeiras décadas do século XX e o Flamengo global do século XXI, construído sobre paixão, estratégia e aquela malandragem que só a Nação tem. A história dele merece ser contada, não só como curiosidade, mas para mostrar que a grandeza do Mengão também se sustenta nas origens — feitas de resiliência, pioneirismo e aquela pitada de ousadia que faz a gente cantar alto: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!”
E aí, ficou sabendo da badalação dos tempos antigos? O Ernesto Santos foi o primeiro português que decidiu se arriscar no Flamengo e, sem saber, abriu caminho para que outros técnicos lusitanos escrevessem capítulos inesquecíveis na nossa história. Então, já sabe: desde os tempos do anúncio no jornal até os estádios cheios de hoje, a Nação Rubro-Negra respira paixão e mantém essa chama que nunca apaga. É Mengão, é raça, é tradição!

