Se tem uma coisa que todo flamenguista sabe é que decisão não se perde antes do apito final. Mas confesso que ontem, lá na Argentina, o Mengão deu uma escapadinha e saiu para o jogo contra o Lanús com uma derrota por 1 a 0, em uma partida complicada que exigiu muito mais do time que a gente esperava. Foi no estádio Ciudad de Lanús – Néstor Díaz Pérez, palco onde o time argentino, campeão da Copa Sudamericana de 2025, mostrou seu futebol aplicado, intenso e… dominante. O gol que definiu o resultado saiu só no fim, com Rodrigo Castillo, aquele atacante chato, que garantiu a vantagem mínima para os hermanos.
Essa derrota pelo placar mínimo, como diria o velho ditado, não mata o Flamengo, mas certamente acende uma luz de alerta. O Mengão não conseguiu se impor taticamente, foi dominado em campo e terminou a partida sem marcar nenhum gol fora de casa – um fator que pesa muito para a gente, que sabe que precisarão ser dois gols no Maracanã para reverter o quadro. E ó, a pressão agora é grande para o jogo de volta, agendado para o dia 26 de fevereiro, com o Maraca lotado da nossa torcida apaixonada e aquele clima que só Flamengo sabe criar.
Jogo de ida: o que faltou para o Mengão?
O Flamengo entrou no jogo tentando fazer o seu estilo, buscando controlar a posse de bola e criar chances com a habilidade de seus craques. Mas o Lanús veio preparado, com uma organização tática sólida e uma postura agressiva que tomou conta do meio-campo. Isso sufocou a criação dos nossos jogadores, que se viram sem o brilho costumeiro. O time argentino não deu mole: marcou forte, acertou a marcação e fez um jogo estratégico para impedir o Mengão de entrar na área com perigo.
O gol de Rodrigo Castillo, nos minutos finais, foi um golpe duro, porque o Flamengo estava tentando pressionar para buscar o empate, mas não conseguiu furar a defesa fechada do Lanús. Com o placar magro, temos que reconhecer que o time não esteve à altura do que a camisa exige, pelo menos ontem. Mas, convenhamos, nenhuma vitória é garantida e, do jeito que a Nação sabe, a virada no Maraca é mais do que possível.
Lanús: adversário difícil, mas superável
O Lanús não é nenhum timezinho qualquer, não. O clube argentino veio como gigante da Copa Sudamericana de 2025, com uma equipe brigadora e entrosada. Essa vitória fora de casa mostra a força deles, a intensidade e a capacidade de anular o Flamengo taticamente. O argentino Rodrigo Castillo foi o destaque e responsável por garantir essa vantagem que eles vão defender no Rio.
Mas quem conhece Flamengo sabe: adversário bom a gente respeita, mas não temeria. A experiência do Mengão em grandes decisões mostra que, com concentração e torcida do nosso lado, a virada no Maracanã não é só um sonho, é obrigação. E pode esperar que a nossa equipe vai entrar com sangue nos olhos para mostrar quem é que manda na América.
Próximo capítulo: a virada é no Maracanã
O jogo de volta na próxima quinta-feira será a verdadeira prova para o Flamengo. O time precisa vencer por uma margem de dois gols para conquistar o título direto. Se ganhar pela diferença de um gol, a decisão vai para a prorrogação – um caminho que já nos é familiar e que já serviu para dar alegrias. A pressão vai ser enorme, claro, mas a energia da Nação nas arquibancadas seguramente vai virar o jogo.
É hora de torcer, de acreditar e de acompanhar a preparação do Mengão que vai respirar futebol e mostrar, mais uma vez, o tamanho dessa camisa que pesa na América do Sul. Se você ainda não sentiu o arrepio que só o Maracanã lotado dá na final, se prepare, porque a resenha e a festa vão ser grandiosas.
A derrota na Argentina serve como aviso: nada está ganho, a luta vai até o último minuto. Mas podemos apostar que o Flamengo vai fazer o que faz de melhor: jogar com raça, com malandragem e aquela vontade que só a gente tem de levantar taça.
Vamos juntos, Nação! A final ainda está viva e o Flamengo vai buscar essa Recopa com a garra de sempre.

